sexta-feira, 1 de junho de 2012

Rafflesia arnoldii

                  A Rafflesia arnoldii, mais conhecida como ''A flor-monstra'', é famosa por gerar a maior flor do mundo, podendo até mesmo atingir 106 cm de diâmetro e pesar cerca de 10 kg. Ela produz uma substância capaz de atrair insetos, que ficam presos no líquido pegajoso e se tornando presas da planta. Essa espécie é nativa das florestas das ilhas de Sumatra e Bornéu, na Indonésia. 


                    Essa gigantesca flor é uma parasita, que sobrevive retirando nutrientes das raízes de uma árvore chamada Tetrastigma. A Rafflesia depende totalmente da parasitagem, pois não faz fotossíntese, não tem caule e nem raíz, a estrutura da planta só possuí apenas alguns vasos condutores ligado à planta hospedeira, segundo o botânico Phillip Griffths, do Jardim Botânico Real de Kew, na Inglaterra.
                     A Rafflesia arnoldii pode levar até um ano para desabrochar, e isso é crucial para o seu desenvolvimento. As grandes pétalas possuem muito mais osmóforos, células que produzem um aroma que deixam as moscas atraídas, realizando assim a polinização, assim, o alcance do odor é maior, e atrai mais insetos.


                       Porém, o mesmo cheiro que atrás os insetos afasta qualquer admirador. Não é à toa que o odor de carniça liberado pela flor e a sua coloração semelhante à uma carne podre lembra mais um corpo em estado de decomposição do que uma flor em si, e isso lhe rendeu mais outros apelidos : lírio-podre e flor-cadáver. Seu nome científico é em homenagem aos seus descobridores, Stamford Raffles e Joseph Arnold, exploradores ingleses que a descobriram em 1818 na ilha de Sumatra.


                                                      

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